CIRCUITO FECHADO - 20/08/09
Quem já parou para pensar nas imagens que vemos ao longo do dia?
A aula partiu desse questionamento e, a partir daí, indaguei-os a respeito de imagens que veem, o que sentem e, o que, realmente gravam ou se lembram.
Cada um, após a reflexão, ilustrou com imagens o percurso da casa à escola. E, aí, apareceram diversas ilustrações interessantes. Ex.: casa bem pequena e a escola enorme ou vice versa, casa enorme e escola pequena.
Com isso, constatei que quem somos, ou o que somos nesse mundo tão grande? Como nos sentimos perante os outros? Que processos de letramento ou cultura cada indivíduo tem, ou precisa adquirir para se tornar um ser letrado.
Ao entregar o texto “Circuito fechado” fiquei observando-os, estavam estranhando e perguntaram: “Sora, isso é um texto?” ou “ o que mais tem aqui é vírgula” “ um monte de objetos né, Sora?” “repete coisas também”. Olhavam-me, esperando respostas àquele texto tão estranho.
Ao terminarem, perguntei se entenderam o texto; estavam confusos, pois o texto só apresentava “objetos” e disseram não entendê-lo, porque não tinha história. Então, eu fiz a leitura e aos poucos construí as imagens do dia de uma pessoa comum e, assim aprofundamos a compreensão do texto e novas formas de narrar com uma linguagem repleta de imagens e significados.
Depois disso, questionei-os se entendiam porque o texto recebia o título de “Circuito fechado” – conversamos sobre isso e, também, sobre qual seria o objetivo do texto e porque o personagem não tinha nome.
As respostas surgiram em forma de questionamentos e todos entenderam a proposta apresentada, criaram significados novos ao texto.
Entenderam a importância e a relevância de conhecimentos prévios na produção de significados, ou seja, o leitor a partir, de seus conhecimentos pode dar um novo olhar ao texto, por isso não podemos considerá-lo um ser passivo, ele é extremamente agente de conhecimento e consegue por si próprio decodificar a mensagem exposta. E aqui, fica claro que o professor também é um agente que proporciona o conhecimento ao seu aluno, através de questionamentos e intervenções.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Análise do filme Narradores de Javé

ANÁLISE DO FILME NARRADORES DE JAVÉ
Quando assistimos ao filme “Narradores de Javé”, discutimos a questão do papel da escrita na sociedade. Os personagens se sentiam importantes em registrar sua história naquele livro, pois na verdade era sua identidade que ia ali, seus antepassados, sua história. Era um texto científico e esse gênero nos remete a algo de muito valor social, uma vez que a história só existe a partir da escrita, antes disso é só pré-história.
Então, o personagem de Antônio Biá foi escolhido justamente por ser o único a dominar a escrita na cidade. Com isso, podemos dizer que a escrita só assume seu real valor numa comunidade, quando ela possui uma função social.
Ao escolherem Biá, este, passa a contar a história de um povoado perdido no interior brasileiro, que se vê às voltas com a construção de uma usina hidrelétrica em sua região, o que levará à inundação de todo o vale de Javé, ameaçando a própria existência da comunidade. Em face desse perigo, os moradores do povoado resolvem em assembléia realizar um esforço “científico” de recuperação e escrita de suas “grandes histórias” do passado, na esperança de mostrar que o vilarejo era um patrimônio histórico a ser preservado e assim evitar seu desaparecimento. E fica claro a todos o grande papel do escriba dentro da comunidade, ou seja, construir a história dos moradores do Vale do Javé e ao mesmo tempo, enfeitá-la
Num vilarejo como Javé, que reflete a realidade de pequenas cidades do sertão brasileiro, a oralidade não é simplesmente uma tradição, é também um traço conjuntural, devido à precária situação sócio-econômica dos moradores, quase todos analfabetos. No filme, ao receber a notícia da inundação, os moradores ficaram desesperados, por não possuírem nenhum registro histórico que comprovasse o valor cultural do lugarejo. Por mais que eles conhecessem e soubessem revelar o tesouro de Javé, à sua maneira, acabaram reféns da ausência de uma versão oficial documentada. No entanto, há informação e conhecimento, através dos moradores da cidade, e é através da oralidade, do boca a boca, o que deve ser especialmente analisado. Isso nos leva a uma necessidade instigante de busca pela qualificação daquilo que pode ganhar o estatuto de memorável, informativo e, logo, constitutivo de identidades sociais nesses grupos específicos.
A escrita, temida pelo povo de Javé, altera a relação com as palavras, fixa as idéias, rouba-lhe o movimento. A escrita é a anti-fala diz Lefevre (1991, p. 164-165), embora também afirme que a escrita jamais consegue suplantar completamente a tradição oral.
A oralidade permite um refazer constante do passado a ponto de não separá-lo do presente.
Porém, vemos no final do filme uma reconciliação entre oral e escrito, momento em que Biá começa a escrever afoitamente no “livro da salvação”, talvez pela força do acontecimento que literalmente traga Javé.
Assim como as sociedades no mundo inteiro, tornam-se cada vez mais centradas na escrita, e com o Brasil não poderia ser diferente. E, como ser alfabetizado, ou seja, saber ler e escrever, é insuficiente para vivenciar plenamente a cultura escrita e responder às demandas da sociedade atual, é preciso letrar-se, ou seja, tornar-se um indivíduo que não só saiba ler e escrever, mas exercer as práticas sociais de leitura e escrita que circulam na sociedade em que vive.
A escrita, para eles nasce com certa finalidade, como se fosse uma arma para o combate com o opressor e para poder se falar a língua dele. O que significa não ler nem escrever numa sociedade como a nossa, letrada? É ficar ao léo, a deriva?! O que leva o analfabeto ao primeiro impulso de letramento? Sua relação com seu opressor – mesmo quando o oprimido, iludido, culpa o mundo cão, hoje sabemos que as precárias condições de estudo têm sim culpadas e elas não estão assim devido a tragédia natural e inerente à vida. O primeiro motivo que o leva a se alfabetizar, geralmente, é a busca por poder e sobrevivência, portanto, não é a partir de alguma reflexão sobre a escrita ou o conhecimento, nem é fazendo a comparação: isso ou aquilo, a partir do momento que as idéias se fixarem num papel, mudará.
Quanto às práticas de letramento, essas praticamente inexistiram dentro do filme. Biá, sendo o único adulto que sabia ler e escrever achava-se importante, mas sabia que não conseguiria salvar Javé. A relação entre a oralidade e a escrita foi conflitante, mas com muitas reflexões.
terça-feira, 21 de julho de 2009
BALAS PARA CRESCIMENTO
4ª atividade – GESTAR II 17/07/09
Segundo Volnyr Santos “Um texto diz mais do que diz”, na proposta de discutir a questão textual, é importante lembrar que a leitura de um texto necessariamente é única, ou seja, é possível encontrar numa narrativa, por exemplo, informações que, aparentemente, fogem ou ao interesse, ou à atenção, ou simplesmente ao desconhecimento do leitor e, muitas vezes, ao domínio do próprio redator do texto.
E, ao iniciar a 4ª atividade, primeiramente, necessitava que os alunos trouxessem “bulas de remédio” e, durante a aula, analisamos os textos e o tipo de texto exposto numa “bula”: Qual o objetivo do texto? A quem se dirige? Que tipo de verbos é empregado nesse texto? Quais as partes de uma bula de remédio? Quais são as expressões que indicam as seqüências das ações?
Após todos os questionamentos, distribuí balas coloridas “rosa, branca, vermelha, verde, amarela, azul”, cada aluno escolheu uma bala, estavam desconfiados, com medo, pedi que comessem, mas alguns não o fizeram, ficaram com medo, achavam que tinha alguma coisa por trás da proposta, outros não, fizeram o que eu pedi sem restrições. Foi muito engraçado, sentir aquela desconfiança no ar...
E, seguindo com a proposta entreguei o texto “Balas para crescimento” e, conforme eu lia, eles começaram a se tranquilizar e aqueles que não haviam comido, aceitaram a bala como um agrado, pois se tratava de uma brincadeira.
Conversamos sobre o texto, se ele se assemelhava as bulas de remédio, eles acharam engraçado, no entanto mais fácil de entender, gostaram bastante da atividade proposta e lancei um desafio: que eles confeccionassem algum remédio e apresentassem qual a serventia ao ser humano, eles toparam.
Escrever não é uma atitude que se esgota no simples gesto de organizar algumas linhas nas quais certas idéias tomam corpo. Escrever é ter uma posição definida em relação ao que se pensa. Mas não é só isso. É necessário também que se reforce, junto com essa idéia, a convicção de que, com a expressão daquilo que se pensa, se estabelece uma forma de intercâmbio social e, ao mesmo tempo, um diálogo com o mundo cultural que nos envolve e do qual somos parte.
Segundo Volnyr Santos “Um texto diz mais do que diz”, na proposta de discutir a questão textual, é importante lembrar que a leitura de um texto necessariamente é única, ou seja, é possível encontrar numa narrativa, por exemplo, informações que, aparentemente, fogem ou ao interesse, ou à atenção, ou simplesmente ao desconhecimento do leitor e, muitas vezes, ao domínio do próprio redator do texto.
E, ao iniciar a 4ª atividade, primeiramente, necessitava que os alunos trouxessem “bulas de remédio” e, durante a aula, analisamos os textos e o tipo de texto exposto numa “bula”: Qual o objetivo do texto? A quem se dirige? Que tipo de verbos é empregado nesse texto? Quais as partes de uma bula de remédio? Quais são as expressões que indicam as seqüências das ações?
Após todos os questionamentos, distribuí balas coloridas “rosa, branca, vermelha, verde, amarela, azul”, cada aluno escolheu uma bala, estavam desconfiados, com medo, pedi que comessem, mas alguns não o fizeram, ficaram com medo, achavam que tinha alguma coisa por trás da proposta, outros não, fizeram o que eu pedi sem restrições. Foi muito engraçado, sentir aquela desconfiança no ar...
E, seguindo com a proposta entreguei o texto “Balas para crescimento” e, conforme eu lia, eles começaram a se tranquilizar e aqueles que não haviam comido, aceitaram a bala como um agrado, pois se tratava de uma brincadeira.
Conversamos sobre o texto, se ele se assemelhava as bulas de remédio, eles acharam engraçado, no entanto mais fácil de entender, gostaram bastante da atividade proposta e lancei um desafio: que eles confeccionassem algum remédio e apresentassem qual a serventia ao ser humano, eles toparam.
Escrever não é uma atitude que se esgota no simples gesto de organizar algumas linhas nas quais certas idéias tomam corpo. Escrever é ter uma posição definida em relação ao que se pensa. Mas não é só isso. É necessário também que se reforce, junto com essa idéia, a convicção de que, com a expressão daquilo que se pensa, se estabelece uma forma de intercâmbio social e, ao mesmo tempo, um diálogo com o mundo cultural que nos envolve e do qual somos parte.
DESCRIÇÃO DE PROFESSOR
3ª atividade – GESTAR II
A partir da atividade inicial, caracterização de objetos através de palavras, que foram distribuídas a cada aluno e fizeram a caracterização com bastante animação. Todos estavam muito empenhados e entusiasmados em realizar a tarefa, apenas um aluno não quis participar e eu deixei-o ficar de fora. A brincadeira foi tão divertida que ao final não queriam parar.
Após a brincadeira lancei a interpretação do texto, li com bastante calma, pronunciando as palavras que acredito que encontrariam dificuldades em identificar o significado, usamos o dicionário a cada palavra desconhecida, sempre relacionando com o contexto.
Ao longo da interpretação os alunos encontraram dificuldades quanto a linguagem apresentada no texto, pois alguns vocábulos não fazem parte da realidade deles, mas acredito que nós professores da Língua materna não podemos deixar de apresenta-las, aos nossos alunos tão distantes da língua culta, um vocabulário mais elaborado, pois só assim, eles terão condições de se “igualarem” a qualquer cidadão brasileiro, seja ele rico ou pobre, negro ou branco.
É isso que torna o Gestar II tão importante, pois de norte a sul estaremos aplicando as mesmas atividades de Interpretação e escrita e, aí está o grande diferencial na educação.
A próxima atividade, após a interpretação, foi caracterizar um professor, descrevendo-o com detalhes. Foi muito legal, observar as características dos colegas através dos alunos, todos leram e foi muito divertido.
DESCRIÇÃO DA PROFESSORA DE MATEMÁTICA:
“Ela tem um pé médio, mais ou menos magra, nunca veio de salto alto, meio morena, cabelos não muito longos. Ela é muito legal, não escrevemos muito na aula dela e não é brava...ela é muito simpática e tem bastante número nas aulas dela” Elisa Daminelli
A partir da atividade inicial, caracterização de objetos através de palavras, que foram distribuídas a cada aluno e fizeram a caracterização com bastante animação. Todos estavam muito empenhados e entusiasmados em realizar a tarefa, apenas um aluno não quis participar e eu deixei-o ficar de fora. A brincadeira foi tão divertida que ao final não queriam parar.
Após a brincadeira lancei a interpretação do texto, li com bastante calma, pronunciando as palavras que acredito que encontrariam dificuldades em identificar o significado, usamos o dicionário a cada palavra desconhecida, sempre relacionando com o contexto.
Ao longo da interpretação os alunos encontraram dificuldades quanto a linguagem apresentada no texto, pois alguns vocábulos não fazem parte da realidade deles, mas acredito que nós professores da Língua materna não podemos deixar de apresenta-las, aos nossos alunos tão distantes da língua culta, um vocabulário mais elaborado, pois só assim, eles terão condições de se “igualarem” a qualquer cidadão brasileiro, seja ele rico ou pobre, negro ou branco.
É isso que torna o Gestar II tão importante, pois de norte a sul estaremos aplicando as mesmas atividades de Interpretação e escrita e, aí está o grande diferencial na educação.
A próxima atividade, após a interpretação, foi caracterizar um professor, descrevendo-o com detalhes. Foi muito legal, observar as características dos colegas através dos alunos, todos leram e foi muito divertido.
DESCRIÇÃO DA PROFESSORA DE MATEMÁTICA:
“Ela tem um pé médio, mais ou menos magra, nunca veio de salto alto, meio morena, cabelos não muito longos. Ela é muito legal, não escrevemos muito na aula dela e não é brava...ela é muito simpática e tem bastante número nas aulas dela” Elisa Daminelli
quarta-feira, 8 de julho de 2009
2ª atividade do GESTAR II

2ª atividade do GESTAR II
Todo pensamento vem expresso por uma linguagem. Pode-se, por isso, dizer (simplificadamente) que tudo é linguagem. As diferentes formas de conhecimento se expressam através de um tipo de linguagem que se manifesta num texto. È a linguagem que determina o tipo de texto que se deseja escrever, razão por que se diz que um texto pode ser literário ou não-literário.
Partindo desse princípio a 2ª atividade escolhida para aplicação com a 5ª série foi um texto literário que esta dentro da nossa história de vida, de história . Trabalhei com o gênero poético, o cordel.
Para entender esse gênero, lemos as estrofes iniciais do texto “Satanás trabalhando no roçado de São Pedro” e, após a leitura, passei uma caixinha ao som de uma música, quando parava, o aluno tirava uma cartela, que continha uma explicação, relato ou observação sobre esse gênero que teve origem em Portugal, na Idade Média.
Conversamos sobre “cordel”, que relação poderíamos fazer com o nosso folclore e a conversa se estendeu as nossas trovas que fazem parte do folclore do Rio Grande do Sul, que se assemelham a Literatura de Cordel.
Os alunos participaram bastante contando causos que eles conheciam e, a partir daí, pedi-lhes que produzissem uma trova intitulada “Grande Festa no arraial do Olavo Bilac”, eles adoraram o título e saiu lindos poemas, que foram pendurados em “cordas”, fazendo referênciaendo referdurados em cordas ilaca intitulada " eles conheciams trovas que fazem parte do folclore do Rio Grande do Sul, que ao texto trabalhado.
Todo pensamento vem expresso por uma linguagem. Pode-se, por isso, dizer (simplificadamente) que tudo é linguagem. As diferentes formas de conhecimento se expressam através de um tipo de linguagem que se manifesta num texto. È a linguagem que determina o tipo de texto que se deseja escrever, razão por que se diz que um texto pode ser literário ou não-literário.
Partindo desse princípio a 2ª atividade escolhida para aplicação com a 5ª série foi um texto literário que esta dentro da nossa história de vida, de história . Trabalhei com o gênero poético, o cordel.
Para entender esse gênero, lemos as estrofes iniciais do texto “Satanás trabalhando no roçado de São Pedro” e, após a leitura, passei uma caixinha ao som de uma música, quando parava, o aluno tirava uma cartela, que continha uma explicação, relato ou observação sobre esse gênero que teve origem em Portugal, na Idade Média.
Conversamos sobre “cordel”, que relação poderíamos fazer com o nosso folclore e a conversa se estendeu as nossas trovas que fazem parte do folclore do Rio Grande do Sul, que se assemelham a Literatura de Cordel.
Os alunos participaram bastante contando causos que eles conheciam e, a partir daí, pedi-lhes que produzissem uma trova intitulada “Grande Festa no arraial do Olavo Bilac”, eles adoraram o título e saiu lindos poemas, que foram pendurados em “cordas”, fazendo referênciaendo referdurados em cordas ilaca intitulada " eles conheciams trovas que fazem parte do folclore do Rio Grande do Sul, que ao texto trabalhado.
1ª atividade do GESTAR II
A educação é um processo que se dá por acúmulo; por essa razão, é preciso obedecer às várias etapas que o processo impõe. Uns alcançam resultados mais rápido que outros; todos, no entanto, estão submetidos a aprendizagem e, de acordo com essas considerações, a primeira atividade desenvolvida no GESTAR II, foi a “Fábula”, pois já trabalhara com esse tipo de texto ao longo do trimestre.
No entanto, há algumas questões que envolvem o ato de escrever e, por conseqüência, o de elaborar uma redação. E, quando se fala de redação, se pensa no ato de redigir, escrever o que pensa a respeito de determinado assunto, alguma coisa que vem de dentro para fora, algo sobre o qual há o desejo de dizer.
O escritor e humorista brasileiro Millôr Fernandes brinca, dizendo que saber pensar é só pensar. É claro que pensamos, porque pensamos, isto é, a causa do pensar tem como consequência o próprio pensar. Indo mais adiante. Nietzsche afirma que só se pode conhecer o que não se conhece com o que se conhece.
E, assim, introduzi a proposta que desenvolvi em duas aulas. Primeiramente, distribuí envelopes com os textos “A cigarra e a formiga – a formiga boa” e “A cigarra e a formiga – a formiga má” em quatro grupos de uma 5ª série da Escola Olavo Bilac em Imbé-RS, com 18 alunos.
Os textos foram recortados para que os alunos pudessem montá-lo de acordo com estrutura e coerência e, felizmente houve um interesse bastante grande em concluir a atividade. Após o término da montagem dos textos, distribuí o desenho que faziam parte da proposta e entreguei duas perguntas: “a) Qual a idéia de trabalho que está por trás da atitude da formiga má? b) E por trás da formiga boa?”
Cada grupo respondeu de acordo com o texto que leu; após esses questionamentos conversamos sobre as respostas obtidas pelos alunos e discutimos mais algumas questões com relação ao tipo de texto abordado, ou seja: Por que esses textos são classificados como fábulas? Falamos um pouco sobre a moral das duas histórias e, isso nos fez refletir sobre os dias de hoje, fazendo referência sobre as cigarras da nossa sociedade e as formigas...quem são elas...o que fazem conosco...para que servem...
E, ao final do trabalho, sugeri que os alunos criassem uma versão para a cena observada e entregassem.Os textos foram lidos e reescritos e meus objetivos foram alcançados.
Ao longo dessa atividade, sugerida pelo GESTAR II, constatei que cada criança escreve para dizer, não o que sabe, mas o que não sabe, o que não é, mas quer saber e quer ser. Quando eles escreveram, pensaram, portanto, para escrever, ninguém é privilegiado seja com o dom, seja com a técnica. Esses dois elementos, na realidade, são instrumentos que a própria escrita aprimora.
É claro que, para redigir, é necessário dominar algumas “técnicas”; o simples ato de redigir já é uma técnica, isto é, a parte de um conjunto de habilidades.
Escrever é, em suma, buscar a diferença, porque é a diferença que constitui o indivíduo. É por essa razão que, para escrever, não funcionam as ideias prontas, as repetições, os clichês, os lugares-comuns. Não é isso o que os diferencia: são de um modo totalmente deles, têm a história de cada um, os desejos. O texto é, por isso, sempre diferente, porque o objetivo, com ele, é fazer-se conhecer.
No entanto, há algumas questões que envolvem o ato de escrever e, por conseqüência, o de elaborar uma redação. E, quando se fala de redação, se pensa no ato de redigir, escrever o que pensa a respeito de determinado assunto, alguma coisa que vem de dentro para fora, algo sobre o qual há o desejo de dizer.
O escritor e humorista brasileiro Millôr Fernandes brinca, dizendo que saber pensar é só pensar. É claro que pensamos, porque pensamos, isto é, a causa do pensar tem como consequência o próprio pensar. Indo mais adiante. Nietzsche afirma que só se pode conhecer o que não se conhece com o que se conhece.
E, assim, introduzi a proposta que desenvolvi em duas aulas. Primeiramente, distribuí envelopes com os textos “A cigarra e a formiga – a formiga boa” e “A cigarra e a formiga – a formiga má” em quatro grupos de uma 5ª série da Escola Olavo Bilac em Imbé-RS, com 18 alunos.
Os textos foram recortados para que os alunos pudessem montá-lo de acordo com estrutura e coerência e, felizmente houve um interesse bastante grande em concluir a atividade. Após o término da montagem dos textos, distribuí o desenho que faziam parte da proposta e entreguei duas perguntas: “a) Qual a idéia de trabalho que está por trás da atitude da formiga má? b) E por trás da formiga boa?”
Cada grupo respondeu de acordo com o texto que leu; após esses questionamentos conversamos sobre as respostas obtidas pelos alunos e discutimos mais algumas questões com relação ao tipo de texto abordado, ou seja: Por que esses textos são classificados como fábulas? Falamos um pouco sobre a moral das duas histórias e, isso nos fez refletir sobre os dias de hoje, fazendo referência sobre as cigarras da nossa sociedade e as formigas...quem são elas...o que fazem conosco...para que servem...
E, ao final do trabalho, sugeri que os alunos criassem uma versão para a cena observada e entregassem.Os textos foram lidos e reescritos e meus objetivos foram alcançados.
Ao longo dessa atividade, sugerida pelo GESTAR II, constatei que cada criança escreve para dizer, não o que sabe, mas o que não sabe, o que não é, mas quer saber e quer ser. Quando eles escreveram, pensaram, portanto, para escrever, ninguém é privilegiado seja com o dom, seja com a técnica. Esses dois elementos, na realidade, são instrumentos que a própria escrita aprimora.
É claro que, para redigir, é necessário dominar algumas “técnicas”; o simples ato de redigir já é uma técnica, isto é, a parte de um conjunto de habilidades.
Escrever é, em suma, buscar a diferença, porque é a diferença que constitui o indivíduo. É por essa razão que, para escrever, não funcionam as ideias prontas, as repetições, os clichês, os lugares-comuns. Não é isso o que os diferencia: são de um modo totalmente deles, têm a história de cada um, os desejos. O texto é, por isso, sempre diferente, porque o objetivo, com ele, é fazer-se conhecer.
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